Vamos falar sobre amor?
- Natacha Cabral
- 8 de jun. de 2021
- 2 min de leitura

Fala-se muito de amor.
Talvez este seja o tema de conversa mais antigo e quiçá, o mais mal compreendido.
Muitos se perguntam se vivem o verdadeiro amor com os seus pares, ou se vivem algo que se assemelha mas não na sua totalidade e magnificência.
Alguém me perguntou: "Como sei que é amor?"
A minha resposta tornou-se inevitavelmente complexa, porém saiu de forma simples porque o amor assim é, simples na sua essência. Se não acontecer de forma fluída e natural, não é amor, poderá por ventura ser algo de parecido.
Amor é completude. É entendimento. É saber e sentir que o outro adiciona algo ao invés de retirar.
É unicidade, porque um se vê no outro, e porque um não é sem o outro. É a soma do todo, respeitando-se as partes.
É a aceitação e a compreensão. É o perdão nas horas do aperto. É o largar da razão por uma causa muito maior e mais nobre.
É um apaixonar que ocorre todos os dias, porque todos os dias são diferentes.
É um crescimento mútuo, ainda que a ritmos distintos, pois com os anos vem a sabedoria.
É o respeito pelo ser que está à tua frente. É vê-lo realmente e de verdade, e não apenas pela metade nem aos olhos do que se gostaria que fosse.
É o saber quando é hora de segurar e quando de libertar pois nada gosta de ser preso, mas a mão de quem ampara é muitas vezes necessária sem apelo.
É olhar o outro como parte de mim, sem precisar de palavras para confirmar.
É a arte de desenrolar os novelos das dificuldades com simplicidade e excitação.
É estar e querer estar.
Assim é o amor, uma panóplia imensa de emoções e incertezas a experimentar, logo que haja uma alma pura disposta a se aventurar.
A todos os que amam genuinamente.



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