top of page

Somos ou não somos?

  • Foto do escritor: Natacha Cabral
    Natacha Cabral
  • 30 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Somos suficientes.

Ainda que nos vendam a ideia de insuficiência de forma gratuita e constante, eu prefiro acreditar que chegamos.

E não é apenas uma questão de potencial barato ou sacrifício a pouco custo, mas se cá estamos e há tanto tempo persistimos, como é que nos poderão querer convencer do contrário?

Não consigo imaginar um mundo dominado pela computorização e pela ciência tecnológica nua e crua sem ter os dias contados…os dias vá, os anos…ninguém pode ousar dizer que os avanços científicos nunca foram desejados pois às tantas não estariam aqui a ler este texto mas poderão seguramente dizer que estamos todos apavorados por parecer não haver limites para o infinito…

Fábricas única e exclusivamente robóticas? Então para quê produzir mais tralha? Visitas ao médico com o atendimento feito por um software qualquer? Então para quê dar à luz? Jogos de ténis sem arbitragem humana? Então para quê haver dois jogadores de carne e osso a disputar uma partida? Em que ficámos?

Não podemos querer e ter tudo.

Se querem robôs, viva-se como tal. Que nos extingamos de vez!

Afinal para que são precisos os sentimentos? Os sacanas só nos atrapalham! Era tudo mais simples se fosse como dizem os brasileiros, “papo reto”! Não andávamos aqui com tretas a ver quem recebe o prémio Nobel da simpatia! Aliás, nem esses se safavam! No nascimento o bebé já é injetado do chip “matéria” e poupa-se assim as idas à escola… (bem, pelo menos acabavam as guerras professores/alunos/pais/mundo. Nem tudo é mau!)


Fora as macacadas, e num tom mais sério, por alguma razão o Homem subsistiu face ao animal, e não foi certamente por ser mais lindo e fofinho porque nesse capítulo os cães e os gatos já mostraram ser claros vencedores…foi sim por se ter dotado de duas armas essenciais - comunicação e emoções.

Já todos vimos que a falha num simples processo comunicativo poderá dar asas a uma terceira guerra mundial assim fácil, mas meus caros, quando perdermos a capacidade de sentir aí sim, podemos gritar “game over – fatality”. Já nada de “nós” restará… eu preferia que me fizessem logo um K.O na primeira ronda a assistir à nossa degradação aos poucos. E acho surreal (curioso!) quem se encante com tanto progresso, quem nunca se contente com o suficiente, quem ache que a nossa capacidade humana mereça ser desafiada ao ponto de nos erradicar sem dó nem piedade apenas porque são geniozinhos…ou pior, quem acha que temos o direito de viver para sempre neste corpo físico… e já diziam os Queen, “who wants to live forever?”

 
 
 

Comentários


Post: Blog2_Post

Formulário de inscrição

Obrigado(a)!

©2020 por cenassoltas. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page