Sobre Ela
- Natacha Cabral
- 16 de jan. de 2021
- 1 min de leitura

Se falasse, às vezes permaneceria muda.
O seu silêncio é de tal forma inquietante, que na grande maioria das vezes
mais parece um tsunami prestes a rebentar.
É por vezes também confusa.
Uns dias brilha como raios de sol de uma tarde de verão,
outras parece uma tela de um céu cinzento sem fim.
Ai ao que me obrigas!
Educar-te, entender-te, alimentar-te e descodificar-te.
Mas não há dicionário que nos valha nem enciclopédia que clarifique,
há apenas o nós – eu e Ela.
Antes amigos do que de costas voltadas,
Ela ganha sempre.
Arrasa-te sem pedir licença assim como um furacão.
Quer sorria quer chore ou até se abstenha,
Só quer o nosso bem.
Que nunca nos faltem ouvidos para a escutar
nem soluções para a agradar,
pois esta é a sombra que nos define numa imensidão de corpos aparentemente ausentes mas todos conectados.



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