Quando foi a última vez que te sentaste à sombra do teu silêncio?
- Natacha Cabral
- 12 de abr. de 2021
- 2 min de leitura

Quando foi a última vez que tiraste tempo para ti mesmo?
Para te coçares?
Para te dares fé que não és só corpo?
Para te sentares à luz do sol numa montanha longe de todos?
Para caminhares descalço na areia numa tarde de Inverno?
Para ouvires os sons da natureza que te rodeiam?
Para admirares o riso duma criança?
Para ouvires a tua verdade sem julgamentos superficiais?
Para contemplares o horizonte?
Para dançares sem teres limites?
Para sentires o pulsar do Universo e a energia que te circula nas veias?
Para ouvires o teu coração bater?
Para te rires de ti mesmo?
Para sentires a chuva na tua pele?
Para teres uma ideia genial?
Para fazeres amor numa praia deserta?
Para agradeceres o ar que respiras?
Para te recordares dos tempos juvenis e das paixões loucas?
Para dizeres gosto disto e não gosto daquilo?
Para te libertares de preconceitos?
Para decidires Quem És e Quem realmente Queres Ser?
Para te assumires assim, desse modo?
O que esperas?
Por alguém? Não, tu precisas de ti mesmo.
Pelo momento perfeito? Não, todos os momentos são perfeitos e todos os momentos são uma oportunidade.
Por te tornares milionário? Não, as coisas simples e boas da vida não fruem através do dinheiro, mas sim da riqueza que está bem dentro de ti a gritar para que lhe dês ouvidos e asas para voar.
Do lugar certo? Não, todos os lugares são certos para começar. Tu estás onde precisas de estar e vais para onde precisarás de ir.
Do tempo exato? Não, o tempo é uma utopia. Todo o tempo é agora. O passado já foi, o futuro ainda vem. Só te resta o presente.
E ainda assim, pelo que esperas?
Não existem receitas pré-feitas daquilo que deve ser a Tua vida, ou como a deves levar ou por onde deves ir, mas há um ingrediente comum a todos Nós – a Verdade. Ela será Aquela que te pode libertar.
Escuta-a. Conhece-a. Abraça-a. Rende-te.
Tudo ficará seguramente mais fácil e consequentemente, mais claro.
Mas isso só acontecerá no dia em que tiveres a coragem de te sentares a sós contigo mesmo, debaixo da tua própria sombra.



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