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Os fortes também choram

  • Foto do escritor: Natacha Cabral
    Natacha Cabral
  • 11 de jan. de 2022
  • 1 min de leitura

Todos desejam atenção dos fortes.

Há algo neles que atrai.

Será a boa disposição?

Será a coragem?

Será a paixão?

Seja como for, também eles choram.

Tudo tem o seu oposto. O que acaba um dia renasce, o que desce também sobe, e o que segura também cai.

Talvez eles não saibam, pois tudo parece tão linear, tão óbvio, tão básico, que nem se esforcem para saber.

Talvez simplesmente nem achem.

Mas o forte acha, e muitas vezes acha-se sem nada. Num vazio de si. Nos corredores da ausência, onde não há ninguém para ouvir o grito do sofrimento.

Não é suposto os fortes terem problemas, afinal eles são fortes. Tudo lhes corre bem, tudo lhes sorri, tudo é fácil.

Todos os admiram, mas dentro, ninguém sabe as lutas que eles travam. As dúvidas que os assombram. As noites às claras. As orações imploradas. As questões sem respostas.

Mas estou aqui para te dizer que os fortes também choram. Também sentem. Também falham. Também desesperam. Também colapsam.

Ah sim...se colapsam...do que parecia sólido, inabalável, com um raio a torre cai, e bem em frente aos seus pálidos olhos, as ruínas amontam.

O forte vai recolher tijolo por tijolo fora do caminho, e muitas vezes sozinho.

Reconstruir-se-á a partir do nada.

Mas às vezes, se não muitas das vezes, também o forte precisa de ajuda.

Forte ou fraco, rico ou pobre, todos nós precisámos de ajuda.

Vai por mim, porque embora não o vejas, nem tão pouco equaciones,

também o forte chora.

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