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Mulher, tu és tudo!

  • Foto do escritor: Natacha Cabral
    Natacha Cabral
  • 27 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura



Mulher. Com M grande.

Jamais duvides que és.

Tu és tudo!

E quando te disserem seres nada, vai lá e mostra-lhes o contrário.

Bem tentam. Bem nos tentam calar a palavra, a pujança, os sonhos, a sensualidade, o charme, a intuição, a audácia, o instinto, os talentos, a perspicácia, a ferocidade, a energia, o ritmo, a elegância, a espontaneidade e a naturalidade. Eles bem tentam suprimir a nossa natureza, mas a nossa natureza não abranda, porque não foi feita para abrandar ou desvanecer.

A tentativa forçada nos controlar já provocou muitos danos. Danos demais. Basta!

Não queiras estar aqui para te contentares a uma jaula e para te satisfazeres com uma corrente, como um dia te contaram ser verdade. Estás longe da verdade. Mulher tu és fogo. Tu és poder. Quem te convenceu do contrário?

Tantos dormem e tantos se equivocam. Se soubessem o quão talentosa és. O quão apaixonada e devota poderias ser, o quão de ti poderiam ter. Mas preferem não ter. Dão-te um braço mas cortam-te os pés, dão-te uma chave mas fecham-te a porta, dão-te a voz mas cerram os ouvidos. Ai se eles ouvissem a tua voz...ou se eles conhecessem a tua força. Saberiam então que desbravarias os caminhos até ao fim do mundo por algo. Por essa causa, por esse motivo, por esse alguém. Dedicavas-te livremente de corpo e alma, sem receios nem amarras.

E por falar em alma...quanto da tua alma conheces? Quanto deixaste esmorecer? Quanto deixaste morrer?

Sim. Tens uma alma. A alma de uma mulher selvagem. A alma de um animal livre. Pura. Calculista. Sensível. Alegre. Divina.

Não fujas àquilo que te foi dado de uma forma tão abençoada. Não fujas de ti. Não fujas de quem realmente és.

Não és só uma mulher a dias. Não és nenhuma doutorada em ciências da limpeza. Não és mãe exclusiva. Não és propriedade de ninguém. Não és submissa a causa nenhuma. Não és menos, nem inferior. Não és diferente, nem igual. Não és objeto etiquetado. Não és mercadoria bruta. Não és testo para um tacho. Não és a última escolha.

Apenas és Mulher. És Tu.

Despe a roupa que já não te serve de apertada que está. Toma um copo de vinho sozinha. Põe a música nas alturas e dança livremente. Sente a tua pele enquanto te arrepia. Ri-te desalmadamente de tudo. Grita que não te apetece, porque hoje e a partir de agora, é para ti. Vai inspirar outras a ser como tu. Calça os teus melhores sapatos, põe o teu melhor batom e vai à caça de ti mesma. De todo um mundo de oportunidades sem que te digam que não pode ser porque és Mulher. O tanas que não pode! Dá-lhes um sorriso, abana a cauda e diz: “Watch me!”



Para todas as Mulheres.

 
 
 

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