As coisas que ficaram por dizer
- Natacha Cabral
- 10 de mar. de 2022
- 1 min de leitura

Esperei-te.
Esperei-te tanto que perdi a noção do tempo. A noção de mim.
Sonhei-te.
Noites a fio. De todas as formas e jeitos. Imaginei-te o cheiro, senti-te o toque, ouvi-te a voz.
Ai a tua voz...Pudesse eu dizer-te o quão graciosa é...como um bálsamo que acalma e me adormece.
Elogiei-te. Em silêncio.
Só os anjos e as paredes ouviram.
A transparência dos teus olhos que revelam segredos por dizer, a generosidade da tua alma que receias confrontar, as tuas mãos desenhadas como um talento por Deus te conferido, o perfeito do teu corpo que não te cansas de aperfeiçoar.
Faltam-me palavras pra te elogiar.
Sim, meu amor. Também te chorei.
Tantas lágrimas quantas eu consiga alguma vez contar. Afinal, não há amor sem dor.
Mas sorri mais. Muito mais.
Gostava que soubesses que o teu sorriso foi a minha força para me amparar.
Que a tua determinação uma força para me fazer avançar.
Que a tua bondade uma força para me mudar.
Como eu gostava que soubesses o poder do teu ser.
Há coisas que só o amor consegue fazer.
Mas eu sei-te, ainda que tu não saibas.
Para sempre saberei, pois moras no meu lugar mais sagrado.
Ainda que tu não saibas, o amor de tudo sabe.
Haverá de passar.
Haverá de sarar.
Só ainda não sei até quando te irei amar.
Para ti.



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