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A efemeridade da vida

  • Foto do escritor: Natacha Cabral
    Natacha Cabral
  • 18 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

Eu gosto de pensar que vivemos para sempre. Se bem que fisicamente, isso não acontece.

Fisicamente falando, temos os nossos dias na terra contados ao segundo, e se for tempo de ir, vamos, se não for, regressamos.

Há uns dias via um documentário sobre a mediunidade e a forma como certas pessoas descrevem o princípio do fim da vida. Deveria sensibilizar-nos mas também aguçar-nos o espírito por sabermos que há mais vida para além daquilo que vemos com os nossos olhos.

Eu prefiro acreditar que o paraíso ou o céu ou como vocês quiserem definir o outro lado, nos espera inteligentemente. É como que se enquanto não cumprirmos algo que nos é destinado na nossa passagem enquanto corpo, também não há lugar no comboio para nós no andar de cima.

Poderá certamente tudo isto ser questionável, pois haverão sempre aqueles que andam entre nós que à partida, a olho nu, poderão não ter missão nenhuma, não sendo menos pessoa por isso, ou houve quem a tivesse mas nunca a pudesse concluir, ou até mesmo quem com brio a cumpriu, mas não creio que nos cabe a nós, comuns mortais, tal julgamento. Algo ou alguém bem mais consciente que nós, saberá.

Não sei o que nos espera na hora do adeus, mas sei que não é um adeus para sempre. É apenas uma passagem para um lugar conhecido apenas por quem o vai trilhar.

É nestes momentos que me apetece gritar VIVA O AMOR. Façamos um brinde ao mesmo e à própria vida! Que tenhamos noção que existir é só o começo e que enquanto Somos, que Sejamos completos, gratos e verdadeiros. Que sejamos luz aqui e algures, no além…

 
 
 

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